JORNAL NACIONAL

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

EDIÇÃO DO JORNAL NACIONAL DESTA QUINTA-FEIRA DIA 24 DE MAIO DE 2012:














 REPORTAGEM 1 DE 20:

 

(01) Região Nordeste sofre com maior estiagem dos últimos 40 anos

Pecuaristas buscam alimento para o gado a mais de mil quilômetros de distância e substâncias tóxicas contaminam os açudes que ainda não secaram.

A edição desta quinta-feira (24) do Jornal Nacional começa com um trabalho coletivo de reportagem sobre um problema histórico do Brasil: a seca na região Nordeste, que prejudica milhões de cidadãos. Em 2012, a situação é a mais grave em quatro décadas.
A água de muitos reservatórios do sertão pernambucano está tão baixa que acaba se misturando ao lodo. Mesmo assim, é consumida.
"Está com gosto ruim, um gosto podre. A pessoa com sede acaba bebendo tudo o que não presta", fala uma moradora.
Quando o carro-pipa chega, dona Maria e a vila inteira disputam a água balde a balde. Um açude de São José do Belmonte tem capacidade para quase 2 bilhões de litros, mas a água que resta pode acabar nos próximos dias.
"Não chega mais a um mês. Nós estamos em uma situação de calamidade mesmo", alerta o secretário de Agricultura, José Pereira da Silva.
Em Dormentes, quase todo o município já é abastecido por carros-pipa. A água é escura, parece suja, mas é com ela que a família de seu Joaquim mata a sede.
"Eu nunca vi uma seca desse jeito", diz o homem.
Um açude abastecia a cidade de Cedro, que fica na divisa de Pernambuco com o Ceará. Parece que ainda tem muita água, mas o açude está com apenas 9% da capacidade e a água está contaminada, não serve mais para o consumo humano.
A contaminação é causada por uma alga, que libera substância tóxica. Quando o açude está cheio, não há problema, mas quando o nível está baixo, como a atual situação, a toxina se mistura à água e pode provocar doenças.
Uma régua especial mede a capacidade máxima. Uma tristeza para seu Edson Cavalcante, que tinha água no terreno do sítio.
"Com mais um metro de altura, ela atingia a calçada de minha casa. Agora ela sumiu toda, acabou", conta o agricultor.
Os moradores de Cedro passaram a receber água de poços artesianos, mas eles não são suficientes.
"A gente tem medo porque os poços estão secando e a gente está ficando sem água", declara a dona de casa Elizete Angeli Silva.
Em várias partes de Pernambuco, a seca também atinge a pecuária. Em uma das regiões mais prósperas do estado, uma imagem dramática: carcaças se multiplicam nos pastos da oitava maior bacia leiteira do país.
"Perdi umas 20 vacas e umas vinte e poucas rezes solteiras. Umas quarenta e poucas rezes, perdi”, contabiliza o pecuarista José Carlos Bezerra.
O pasto é só palha. A seca fez despencar pela metade a produção de leite, que chegava a 2 milhões de litros por dia.
“Eu costumava trazer 1.600, esta faixa. Agora está em 600, 700”, diz o produtor de leite José Ciara.
A venda do pouco leite mal dá para sustentar o rebanho.
“Estamos trabalhando de graça. Só para não morrer mesmo. Sustentando as bichinhas para não morrer de fome”, diz um homem.
Sem condições de criar o gado, onde não há pasto e nem água, alguns produtores foram buscar uma alternativa bem longe do agreste de Pernambuco. Quem pode está levando os animais para os estados do Maranhão e do Pará. Uma fuga demorada e cara.
Serão mais de 1.200 quilômetros e dois dias de viagem até o Maranhão. O frete custa R$ 5 mil.
“É uma alternativa cara, mas se a gente deixar aqui vai ser pior”, diz um pecuarista.
O gado só retornará quando as chuvas voltarem, mas em alguns casos, dependendo do acordo, o produtor só recebe de volta a metade dos bois. É uma forma de pagar ao fazendeiro que terá alimentado o rebanho durante a seca.
Mais de 9 mil animais já foram retirados do agreste de Pernambuco. Seu José mandou para o Pará 18 vacas. Só ficou com um touro e um bezerro.
“Para mim é dor no coração”, diz ele.
A situação do rebanho também é grave no Rio Grande do Norte. Na região do Seridó, um cemitério de animais. Em grande parte já não há mais como levar o gado para outros pastos, como era feito no passado. É que hoje, o que resiste tem só pele e osso.
"Os animais aí andando, tudo pendendo com fome e sede e a gente sem ter o que fazer", descreve a produtora Ana Zulmira Diniz.
Em Caicó, há 83 anos não se via seca tão rigorosa. Praticamente não choveu em abril.
“De janeiro até agora em maio, a precipitação era de 132 milímetros. No mês de abril foi zero. E isso, pelo menos até aqui, é uma precipitação que você pode dizer sim que é uma precipitação de deserto", define o técnico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) José Augusto Filho.
A seca também afeta diretamente a produção de caju no Rio Grande do Norte. O estado é um dos maiores produtores de castanha do país, mas, para manter a atividade, as grandes beneficiadoras estão tendo que importar o produto. Ou seja, os produtores agora também são importadores. Eles dizem que já adotaram a medida antes, para evitar a perda de clientes.
"No ano passado já trouxemos castanha da África e esse ano nós estamos trazendo mais 12 mil toneladas ou mais, dependendo do tamanho da safra que vai dar em 2012", conta o presidente da Usina de Beneficiamento de Castanha de Mossoró (Usibrás), Francisco de Assis Neto.
No estado, cerca de 50 mil toneladas de castanha eram produzidas por ano, quando as chuvas permitiam. A previsão é de que, em 2012, a produção fique em torno de dez mil toneladas.
Na maior empresa do Rio Grande do Norte, a capacidade de processamento foi reduzida em 40%. E a seca acaba afetando o emprego na região. Os diretores não revelam quantos trabalhadores foram demitidos em mais essa seca, mas o que ninguém esconde é o sofrimento que a falta de chuva impõe ao sertanejo.
 

(02) Período seco deve agravar situação do Sertão nordestino

Média histórica de chuva para os próximos três meses na região é inferior a 50 milímetros. Para minimizar o problema da seca seria necessário chover 12 vezes mais ao longo do ano inteiro.

A situação deve se agravar ainda mais no Sertão nordestino porque agora começa, de fato, o período seco. A média histórica de chuva para os próximos três meses na região é bem baixa, inferior a 50 milímetros. Para minimizar o problema da seca seria necessário chover 12 vezes mais ao longo do ano inteiro.
No centro-sul do semi-árido, as chuvas só devem voltar a cair com regularidade em novembro. Mais ao norte, em março de 2013. De agora até julho, as pancadas vão se concentrar no litoral, que está na estação chuvosa. Por isso nesta sexta-feira (25), o tempo continua instável.
O risco de temporais é maior nas praias de Sergipe e no norte do Maranhão. Também pode chover entre o Pará e o sul de Minas Gerais. O tempo fica aberto o dia todo do Rio Grande do Sul a Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo ao Piauí.
São Paulo amanhece com 15°C e Goiânia com 16°C. A temperatura não passa de 25°C graus em Cuiabá e atinge 34°C em Palmas.
Tudo indica que o fim de semana vai ser de sol e poucas nuvens em Florianópolis. O sol também aparece em Fortaleza e no Rio de Janeiro, mas pode chover no domingo. Em Belo Horizonte, o tempo mescla sol e chuva.
 

(03) Vice-presidente diz que novo Código Florestal terá veto parcial de Dilma

Maior polêmica é sobre recuperação de áreas de preservação permanente, hoje ocupadas pela agricultura e pecuária. Decisão ficou para esta sexta-feira (25), prazo final previsto em lei.

O vice-presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (24) que o governo vai vetar parte do Código Florestal aprovado no congresso. Além disso, houve novos protestos em Brasília.
Os manifestantes se vestiram de verde, acenderam velas e cantaram para pedir o veto a todo o Código Florestal. Mais cedo, uma organização internacional entregou 1,9 milhão de assinaturas colhidas pela internet contra o texto aprovado na Câmara dos Deputados.
Entidades de magistrados temem que o código como está provoque uma avalanche de ações judiciais. O Consea, conselho da Presidência da República sobre segurança alimentar, recomendou o veto total.
Nas últimas duas semanas, a presidente Dilma Rousseff discutiu quase que diariamente ponto por ponto do projeto do Código Florestal. Nesta quinta-feira (24), ela passou a tarde reunida com ministros do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e pediu que líderes dos partidos governistas permaneçam em Brasília.
A decisão ficou para esta sexta-feira (25), prazo final previsto em lei. O vice-presidente da República, Michel Temer, antecipou que o veto será parcial.
A maior polêmica é sobre a recuperação de áreas de preservação permanente (Apps), hoje ocupadas pela agricultura e pecuária. São locais frágeis à beira de rios, topos de morros e encostas. Os vetos devem atingir os artigos que deixam nascentes de rios desprotegidas, permitem o desmatamento em manguezais e perdoam de multa o produtor rural que destruiu Apps.
O governo só admite livrar a multa de quem recuperar parte da App desmatada até junho de 2008.
 

(04) Culto lembra primeiro ano de morte de ambientalistas no Pará

José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo combatiam a extração ilegal de madeira na região. Três acusados do crime estão presos, mas ainda não há data marcada para o julgamento.

Em Nova Ipixuna, sudeste do Pará, um culto ecumênico lembrou, nesta quinta-feira (24), o primeiro ano desde o assassinato de um casal que defendia a preservação do meio ambiente.
José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo combatiam a extração ilegal de madeira na região. Em um protesto simbólico, manifestantes plantaram mudas de espécies em extinção. Três acusados do crime estão presos, mas ainda não há data marcada para o julgamento.

O JN No Ar vai percorrer a região do sudoeste do Maranhão, onde vai mostrar trabalhadores em situação semelhante à escravidão e a violência no campo.
 

(06) MA: Greve de rodoviários completa 4 dias com descumprimentos judiciais

Mototaxistas inflacionaram a corrida e, além das vans clandestinas, alguns ônibus aposentados voltaram a circular. Cobradores e motoristas querem 16% de reajuste, mas patrões dizem que não tem dinheiro.

A greve dos rodoviários em São Luís completou nesta quinta-feira (24) quatro dias com grevistas e empresas descumprindo ordens judiciais.
Sem ônibus nas ruas, a população se vira como pode. Os mototaxistas inflacionaram a corrida e cobram até R$ 2 por quilômetro. Além das vans clandestinas, carros de passeio também rodam com passageiros e alguns ônibus aposentados voltaram a circular.
Diante das dificuldades, tem gente preferindo dormir no trabalho.
"Estou há 3 dias no serviço, sem ir para casa", revela um homem.
Para não fechar o restaurante, o empresário Alberto Calixto está usando o próprio carro para buscar os 19 funcionários durante a greve.
"É muito distante, eu enfrento engarrafamento. Eu sai eram 5h50 de casa. Uma hora dessas já era para eu estar no trabalho”, afirma.
"É a única alternativa porque não tem ônibus. Isso é uma falta de respeito", reclama uma mulher.
700 mil pessoas dependem diariamente dos ônibus em São Luís. Cobradores e motoristas querem 16% de reajuste. Os patrões dizem que não tem dinheiro para aumentar os salários.
A Justiça considerou a greve ilegal, determinou que os rodoviários voltassem ao trabalho imediatamente e que os empresários concedessem reajuste salarial de 7% aos empregados. Ninguém cumpriu a ordem judicial e a greve continua. Por causa disso, foram estabelecidas multas diárias de R$ 40 mil ao Sindicato dos Rodoviários e de R$ 80 mil para os empresários.
A Polícia Federal indiciou o presidente e o vice do Sindicato dos Rodoviários por crime de desobediência a ordem judicial e informou que deve acontecer o mesmo com o presidente do Sindicato das Empresas.

(07) Greve de rodoviários de Salvador já prejudica quem mora fora da capital

Cerca de 25 mil passageiros passam por dia pela rodoviária de Salvador. 3.500 ônibus fazem as linhas do interior da Bahia e estão todos parados. Greve será julgada nesta sexta-feira (25) à tarde pela Justiça do Trabalho.

Na Bahia, a greve de motoristas e cobradores de Salvador está prejudicando também quem mora fora da capital.
O trânsito trava nos horários de pico. Esta quinta-feira (24) foi mais um dia de atraso no trabalho. A polícia foi para a porta das garagens garantir o acesso dos rodoviários que quisessem trabalhar, mas nenhum ônibus foi visto nas ruas de Salvador.

Com exceção de algumas linhas interestaduais, pegar ônibus para o interior está tão difícil quanto na capital.

Cerca de 25 mil passageiros passam por dia pela rodoviária de Salvador. 3.500 ônibus fazem as linhas do interior da Bahia. Estão todos parados. Ninguém chega, ninguém sai. Tem gente no local desde quarta-feira (23) de manhã que tenta voltar pra casa.

Ana Paula Almeida, com dois filhos doentes, aguarda o ônibus de Iguaí, a 500 quilômetros de Salvador.

"Nós estamos aqui sem alimentação, sem banho para as crianças. A gente está aqui à mercê", ressalta.
Há passageiros dormindo na área de embarque. Há também quem não suporte mais esperar.
"Não tem como eu ir embora", lamenta uma senhora.
A greve dos rodoviários baianos será julgada nesta sexta-feira (25) à tarde pela Justiça do Trabalho e como a determinação de manter parte da frota funcionando não está sendo respeitada, grevistas e empresários já devem ao tribunal R$ 100 mil pelo segundo dia de paralisação.

(08) MEC anuncia mudanças na correção da prova de redação do Enem

A partir de agora, se as duas notas dadas à redação tiverem uma diferença de mais de 200 pontos, uma terceira avaliação será feita.

O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira (24) mudanças na correção da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições do Enem começam na semana que vem.
A expectativa é que seis milhões de estudantes façam o Enem deste ano. As inscrições vão de 28 de maio a 15 de junho. As provas estão marcadas para 3 e 4 de novembro. O gabarito sai no dia 7 de novembro, e o resultado, no dia 28 de dezembro.
No exame do ano passado, muitos estudantes reclamaram do sistema de correção das provas de redação. Foram 200 ações na Justiça pedindo acesso às notas. O MEC resolveu mudar acrescentando mais uma avaliação no caso de notas muito divergentes.
A partir de agora, se as duas notas dadas à redação tiverem uma diferença de mais de 200 pontos, uma terceira avaliação será feita. Se essa diferença persistir entre as três notas, uma banca de três avaliadores dará uma nota nova.
O governo garantiu que os alunos terão acesso à correção das provas e que ele será individualizado e com absoluta segurança.
“Que o aluno peça e receba aquilo que é o direito dele, o acesso à redação para fins pedagógicos”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
 

(09) Comissão aprova projeto que inclui casamento gay no Código Civil

O Código Civil prevê como entidade familiar apenas a união estável entre o homem e a mulher. A nova redação acaba com a distinção de sexo.

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou, nesta quinta-feira (24), um projeto de lei que modifica o Código Civil para que a união estável entre pessoas do mesmo sexo possa se transformar em casamento.
O texto também inclui, no código, a união estável entre casais homossexuais, o que o Supremo Tribunal Federal já havia reconhecido. Atualmente, o Código Civil prevê como entidade familiar apenas a união estável entre o homem e a mulher. A nova redação acaba com a distinção de sexo.
O projeto, da senadora Marta Suplicy (PT-SP), ainda precisa ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça e, depois, pela Câmara.
“Essa é a primeira vez que é aprovada na comissão de Direitos Humanos qualquer coisa relacionada a direitos homossexuais. Então essa lei é uma lei que é histórica por causa disso", disse a senadora.

(10) Campanha de vacinação contra gripe é prorrogada até 1º de junho

Os brasileiros que ainda não se vacinaram contra a gripe ganharam uma chance de corrigir esse erro.

Os brasileiros que ainda não se vacinaram contra a gripe ganharam uma chance de corrigir esse erro. A campanha de vacinação, que terminaria nesta sexta-feira (25), foi prorrogada até o dia 1º de junho.
Cristiane faz o pré-natal direitinho e se vacinou contra a gripe, como o médico recomendou. Mas ouviu opiniões contrárias. “Que as pessoas normalmente gripam”, diz.
Dona Maria foi se imunizar, mas o marido dela não quer saber da vacina: “Tem medo. Diz ele que não. É perigoso.”
Pura desinformação, segundo os médicos. A vacina só é contra-indicada para quem tem alergia à proteína do ovo.
“É considerada uma vacina muito segura. Não tem a menor possibilidade de causar gripe, porque ela é feita com partículas de vírus morto”, explica Maria Teresa da Costa, gerente da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte.
A vacina protege contra os três vírus de gripe que mais circularam no país no ano passado, e é oferecida de graça, durante a campanha, para os grupos de pessoas que podem ter complicações graves se ficarem gripadas:
- Crianças de seis meses a 2 anos
- Idosos
- Indígenas
- Profissionais da área de saúde
- Grávidas
A dona de casa Viviane dos Santos gostou de saber que o bebê também fica protegido assim que nasce. “Eu também vou tomar para essa aqui agora. Família toda protegida.”

(11) Médicos italianos implantam menor coração artificial do mundo em bebê

A cirurgia foi em março. Até que um doador fosse encontrado, os médicos mantiveram o menino vivo implantando um órgão artificial de 11 gramas.

Médicos italianos conseguiram implantar o menor coração artificial do mundo em um menino de 1 ano e 4 meses. A cirurgia foi em março, quando o bebê pesava 5,5 quilos e precisava de um transplante de coração. Até que um doador fosse encontrado, os médicos o mantiveram vivo implantando um órgão artificial de apenas 11 gramas. Treze dias depois, o menino recebeu o transplante definitivo, e, segundo os médicos, está se recuperando bem.

(12) Apesar de dificuldades, indústria continua contratando no Brasil

A última reportagem da série sobre indústria mostra por que esse setor tem um papel fundamental na geração de bons empregos.

O Jornal Nacional apresentou, nesta semana, uma investigação sobre o momento vivido atualmente pela indústria brasileira e por que o peso dela na nossa economia tem diminuído. Nesta quinta-feira (24), a última reportagem mostra por que esse setor tem um papel fundamental na geração de bons empregos.
A saída para o mau momento da indústria é motivo de debate. Se ela precisa de barreiras de proteção, por exemplo. O que ninguém questiona é a importância do setor industrial. No Brasil, ele dá bons empregos de carteira assinada. Apesar das dificuldades, continua contratando.
Tinha 4,5 milhões de empregados em 1999 e em 2010 chegou a mais de 7 milhões. E mais: além de empregos diretos, cria muitos indiretos. Em uma fábrica de cosméticos, por exemplo, a produção de um simples xampu ou de um creme hidratante gera empregos qualificados na pré-produção, na concepção do produto e depois em todas as atividades ligadas à venda. Nenhum outro setor da economia faz isso tão bem quanto a indústria. Por isso ela é valorizada.
Para melhorar os produtos e criar novos, a fábrica emprega químicos, biomédicos, farmacêuticos e biólogas como Ana Paula Azambuja:
“A indústria, hoje, pode não só fazer ciência, como induzir, promover a ciência em outros órgãos. Não só na industria”, avalia a bióloga.
Para fazer um esfoliante natural, a empresa foi à Amazônia negociar com tribos em busca de óleo de castanha. Contratou antropólogos, sociólogos, indigenistas e ainda aumentou a renda da população local.
O pioneiro Irineu Evangelista de Souza, barão de Mauá, construiu a primeira grande fundição, o primeiro estaleiro e a primeira ferrovia do Brasil, ainda à época do império. Depois dele, gerações trabalharam para erguer um patrimônio que poucos países têm.
“A economia brasileira é muito grande. Mesmo que a indústria reduza e perca um pouco de importância, ela nunca vai desaparecer. Economias do tamanho da nossa sempre vão ter uma indústria forte”, diz o economista Samuel Pessoa, da FGV do Rio de Janeiro.
O professor David Kupfer, professor da UFRJ e um dos maiores estudiosos da indústria brasileira, diz que é preciso aumentar o conteúdo de inovação na produção industrial. Esse esforço tem de vir de empresas e do governo.
“Espontaneamente isso não vai acontecer como de fato no passado não aconteceu. E vamos depender de fato de uma boa política industrial e tecnológica para coordenar os esforços nessa direção”, conclui.

(13) Desemprego no Brasil cai para 6% em abril

É a menor taxa para o mês desde 2002, quando o IBGE adotou a fórmula de cálculo usada até hoje.

Em abril, o desemprego no Brasil caiu para 6%. É a menor taxa para o mês desde 2002, quando o IBGE adotou a fórmula de cálculo usada até hoje. O rendimento médio do trabalhador diminuiu para R$ 1.719.


(14) Cotação do dólar cai com esforço do Banco Central

Entre as bolsas de valores, a de São Paulo encerrou em queda.

Com o esforço do Banco Central, a cotação do dólar caiu, nesta quinta-feira (24), para R$ 2,029. Entre as bolsas de valores, a de São Paulo encerrou em queda. As de Nova York e da Europa subiram.
 

(15) Parlamentares do PT e do PSDB batem boca na CPI do Congresso

Três auxiliares do bicheiro Cachoeira apareceram para depor, mas não responderam a nenhuma pergunta.

Parlamentares do PT e do PSDB bateram boca nesta quinta-feira (24) na CPI do Congresso, e foram acusados de proteger aliados. Três auxiliares do bicheiro Cachoeira apareceram para depor, mas não responderam a nenhuma pergunta.
Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, que está preso, e Jairo Martins de Souza, sargento da Polícia Militar de Brasília, são apontados pela Polícia Federal como arapongas do esquema de Carlinhos Cachoeira. Os dois se negaram a responder às perguntas dos parlamentares.
“Vou usar meu direito constitucional de permanecer em silêncio”, afirmou Idalberto Matias De Araújo, ex-sargento da Aeronáutica.
O ex-vereador do PSDB de Goiás, Wladimir Garcez, que também está preso e apontado como braço político da organização de Cachoeira, disse que tem amigos no PSDB e no governo federal, mas negou influência junto ao governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB. Ele admitiu ter comprado uma casa de Perillo e disse que pagou o negócio com cheques emprestados por Cachoeira e por Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta no Centro-Oeste.
“Cláudio me arranjou três cheques. Não sei quem são os emitentes. Repassei os cheques para o assessor do governador”, declarou Wladimir Garcez.
Depois de ler a defesa, Garcez preferiu manter o silêncio. O relator fez 19 perguntas sobre a ligação de Wladimir com Marconi Perilo, e apenas uma sobre a relação dele com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT. Odair cunha, também do PT, foi acusado de parcialidade.
“O que eu estou percebendo claramente aqui é direcionamento da investigação”, acusou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
“Fiz as perguntas que achei devidas. Agora, se ele pertence aos quadros do PSDB não é minha responsabilidade”, comentou o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI.

“Quando fala do senhor Agnelo Queiroz, o relator é ‘tchutchuca’. Quando fala do Marconi Perillo, ele vira o tigrão”, ironizou o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR).
“Quero pedir aqui aos demais parlamentares que esse tipo de adjetivação que está se dando aqui não ocorra”, criticou o deputado Dr. Rosinha (PT-PR).
Os deputados tiveram que ser contidos. Sem conseguir ouvir ninguém, a CPI passou a discutir a votação de requerimentos para quebra do sigilo da Delta nacional e para convocação de governadores. O deputado Miro Teixeira, do PDT, apresentou requerimento para convocar o tucano Marconi Perillo; a senadora Kátia Abreu, do PSD, para chamar o petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do PMDB. Na hora do voto, PT, PSDB e PMDB conseguiram adiar a votação para a semana que vem.
“Brigaram no periférico e não resolveram o principal. O principal é investigar a Delta, o principal é convocar os governadores”, declarou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), líder do partido.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), líder do partido, afirma que não houve acordo para blindar ninguém na CPI:
“É um acordo de procedimento, não é acordo em relação a quem deve vir e quem não deve vir. Portanto, não há nenhum prejuízo em não se votar hoje e votar na terça-feira.”
O Supremo Tribunal Federal enviou à CPI mais mil horas de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal. As gravações têm identificação digital para evitar vazamentos. O ministro Ricardo Lewandowski retirou o sigilo de parte dos documentos enviados à CPI.

(16) Dia de votação para a presidência do Egito tem clima de euforia

A população mais carente da capital enfrentou longas filas até o final da tarde desta quinta-feira (24).

Terminou nesta quinta-feira (24) a votação para a presidência do Egito.
Vista do alto, a paisagem do Rio Nilo não precisa de retoques. Mas a revolução que começou há 15 meses foi para mudar a vida de baixo. Quem anda pelo Cairo enxerga a pobreza por quase todo lado. Talvez por isso, a população mais carente da capital enfrentou longas filas até o final da tarde desta quinta-feira (24).
Há certo clima de euforia para votar em um dos 13 candidatos à presidência.
"Como você vê, tudo é ruim, a saúde, a educação. Por isso queremos alguém honesto que dê um jeito em tudo isso", diz uma mulher.
Um homem chamado Karim Mustafá diz esperar que o Egito um dia seja como o Brasil. Muitos eleitores como ele estão confiantes, dizem ter certeza de que o Egito nunca mais voltará a ter uma ditadura. Mas um país que viveu décadas mergulhado na pobreza, na desigualdade e na repressão levanta ainda muitas dúvidas sobre o futuro.
A violência aumentou nos últimos meses. A economia, que depende do turismo, foi abalada. Ninguém sabe qual exatamente será o papel do presidente. Nem se os militares realmente vão entregar o poder como prometido. Entre os candidatos, há tensão e acusações mútuas sobre boatos de que alguns prestes a sair da disputa. Mas a população viveu dois dias muito especiais.
"Estamos otimistas" diz um homem na barbearia. "É o começo de um futuro melhor."
Se nenhum candidato conseguir a maioria dos votos, vai haver um segundo turno em junho.
 

(17) Negociação de países sobre programa nuclear do Irã termina sem acordo

O governo iraniano exige o fim das sanções econômicas impostas pela ONU, mas diplomatas querem garantias de que os iranianos vão reduzir o enriquecimento de urânio.

No Iraque, terminou sem acordo a negociação entre as seis maiores potências mundiais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano.
As conversações serão retomadas em junho, em Moscou. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, disse que ainda há sérias divergências. O governo iraniano exige o fim das sanções econômicas impostas pela ONU, mas diplomatas querem garantias de que os iranianos vão reduzir o enriquecimento de urânio.

(18) Mano Menezes tem dificuldade para escalar seleção para amistosos

Daniel Alves foi cortado com fratura na clavícula; Ganso, Neymar e Rafael foram liberados para jogar pelo Santos; e o David Luiz chegou em Hamburgo machucado.

Dezesseis jogadores já estão em Hamburgo, na Alemanha, onde a seleção brasileira começa, neste sábado (26), uma série de quatro amistosos.
A vida parece mais fácil em frente ao hotel da seleção. Dentro, o que se vê é um técnico em dificuldades. Já estava sem Daniel Alves, cortado com fratura na clavícula; sem Ganso, Neymar e Rafael, porque os três do Santos foram liberados para jogar pela Libertadores; e o David Luiz, que há cinco dias conquistou a Liga dos Campeões pelo Chelsea, chegou machucado e provavelmente sem condições de jogar.
A constatação é fácil. Sem Neymar, a maior estrela da seleção é um zagueiro.
Thiago Silva é do Milan, mas alguns dos clubes mais ricos da Europa, como Barcelona e Manchester City, se dispõem a pagar mais de R$ 100 milhões por ele.
“É uma coisa nova para mim, é verdade. Mas é uma coisa que está sendo legal”, define Thiago Silva, zagueiro da seleção.
Thiago é o jogador que mais atuou sob o comando de Mano, o homem de confiança. Mas está há 45 dias sem jogar, voltando de lesão. A vida anda mais fácil do lado de fora do hotel da seleção.
 

(19) Corinthians bate o Vasco e segue na Libertadores; Fluminense é eliminado

Dos três times brasileiros que entraram em campo, nesta quarta (23), pela Libertadores, só o Corinthians vai seguir na competição.

Dos três times brasileiros que entraram em campo, nesta quarta (23), pela Libertadores, só o Corinthians vai seguir na competição.
Um coro de 35 mil corintianos e o recado aos jogadores: ‘Essa noite teremos que ganhar’. Corinthians e Vasco: um dos dois seria o segundo brasileiro eliminado da noite.
O primeiro foi o Fluminense, que fez 1 a 0 em um gol chorado de Thiago Carleto. O resultado levava a decisão para os pênaltis, mas a dois minutos do fim, Santiago Silva marcou o gol do empate e da classificação argentina.
“Não deu, não foi dessa vez, mas o time lutou. Está todo mundo saindo aplaudido, pela luta que teve, pela entrega, mas hoje era o dia do Boca”, disse Thiago Neves, meio-campo do Fluminense.
O placar de 1 a 1, como no Rio, classificaria o Vasco em São Paulo. Era difícil alguém ter uma chance. Foi a dez passos do meio-de-campo que começou a jogada de maior tensão da partida. Uma roubada de bola que poderia ter mudado a história do jogo.
O vascaíno Diego Souza interrompeu o canto da torcida. Foram oito segundos de agonia, seguidos de uma explosão de alívio com a defesa do goleiro Cássio.
“No primeiro momento eu tentei sair para tentar antecipar ele e dar um chutão para a frente, mas eu vi que ele vinha muito rápido, então eu esperei e tentei me colocar e esperar o chute dele”, contou Cássio
“Eu escolhi a melhor opção que eu achei na hora. Tirei bem tirado, mas ele conseguiu dar um toquinho na bola e acabou salvando o jogo”, explicou Diego Souza
A essa altura, Tite já estava na arquibancada. Expulso de campo, virou técnico e torcedor. Viu o Vasco mandar uma bola na trave. A ansiedade teve que esperar até os 43 do segundo tempo para dar lugar à festa.
“Vai demorar um tempinho para cair a ficha”, revelou Paulinho.
O gol foi de Paulinho, mas tudo bem se chamá-lo de ‘Paulinho da Fiel’.


(20) O JORNAL NACIONAL MOSTRA HOJE A 28º REPORTAGEM DO QUADRO GUIA DE CARREIRAS:

HOJE VAMOS MOSTRA A PROFISSÃO DE ENGENHARIA CIVIL.


Guia de carreiras: engenharia civil

Área exige interesse por trabalho em grupo.
Grandes obras aumentam a demanda por profissionais.


Em tempos de crescimento de investimentos em infraestrutura e obras para as Olimpíadas de 2016 e para a Copa do Mundo de 2014, faltam engenheiros no mercado. Este é o alerta da coordenadora do curso de engenharia civil da PUC-Rio, Michele Dal Toé Casagrande, que afirma que a maioria dos estudantes já saem das salas de aula com carteira assinada.
“Os alunos, em torno do quarto ano, do nono semestre, já saem praticamente empregados. A gente não tem casos de recém-formados desempregados. O mercado da engenharia civil é muito relativo com a questão de governo, de investimento em grandes obras”, diz Michele.
A professora conta que o mercado oferece uma gama ampla de oportunidades. Os profissionais podem trabalhar tanto no setor público, com obras públicas nas esferas municipais, estaduais e federais, como no privado, além da possibilidade de seguir a carreira militar. Dentro das Forças Armadas, a maioria das vagas se localiza no Exército, mas também há oportunidades na Marinha e na Aeronáutica, segundo a engenheira.
Porém, para atuar neste mercado, é preciso saber trabalhar em grupo. “O engenheiro civil não pode ser individualista, ele tem que saber trabalhar em equipe. Ele pode trabalhar tanto internamente em escritórios, com projetos, como também em campo”, afirma Michele.
Formação
O curso de graduação em engenharia civil tem a duração de cinco anos. Os dois primeiros são dedicados à construção de uma formação mais sólida nas áreas de matemática e física, que são a base do conhecimento do engenheiro e ajudam a melhorar o raciocínio lógico que será utilizado pelos profissionais em campo. Nos outros três, os alunos passam para a parte profissional e estudam os segmentos específicos da carreira, como as áreas hidráulica, estrutural e de geotecnia.
O trabalho em laboratórios realizado durante o período na universidade pode dar uma noção de como será a vida do engenheiro e auxiliar o estudante a optar por um segmento de preferência dentro da engenharia civil.
Após a graduação, caso deseje voltar a carreira para as aulas em universidades e a realização de experimentos, o engenheiro pode optar por um mestrado e, se ainda quiser continuar o estudos, um doutorado. Mas, segundo Michele Dal Toé Casagrande, antes de escolher um caminho, é interessante experimentar tudo o que a engenharia civil pode oferecer. Ela usa a sua própria trajetória para exemplificar: “Eu me formei em engenharia civil e fiz estágios em diversas áreas: em projetos, em hidráulica, em acompanhamento de obras e decidi pela geotecnia, que envolve fundações, tudo relacionado a solos e rochas, para a construção de estradas. Depois eu fiz mestrado e doutorado para poder atuar como acadêmica em geotecnia.”
Com base em observações do mercado, a professora afirma que o salário inicial varia bastante, dependendo da função que ele ocupa e se ele trabalha como autônomo, na área pública ou em alguma empresa, mas estaria na faixa entre R$ 4,5 mil a R$ 6 mil. Em São Paulo, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) estabelece como piso salarial o valor de R$ 3.270 (seis salários mínimos) para seis horas de trabalho.


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